Marta e Maria, modelos para os acólitos de todos os tempos!
São Lucas conta-nos, no seu Evangelho (Lc. 10,38-42), que, um dia, Jesus foi recebido em
casa de duas irmãs: Marta e Maria.
Tendo acolhido
em sua casa o Senhor, Marta logo se apressou a preparar o que era necessário para
O servir – com certeza, o melhor que sabia e podia -, enquanto que Maria,
“sentada aos pés de Jesus, ouvia a Sua palavra.”
Eis duas
atitudes que podem e devem balizar toda a ação dos acólitos enquanto
“servidores do Ressuscitado”.
Seguindo a
atitude de Marta, o acólito não pode deixar de preparar tudo o que é
necessário para o serviço do altar, e depois servir Jesus na pessoa do presidente
da celebração, e aos outros ministros (concelebrantes, diácono,…), fazendo sempre
bem e com zelo o que lhe compete. No serviço ao altar, cada acólito tem uma
missão (ou várias!) que deve executar com gosto e dedicação, sem deixar de
valorizar o que os outros fazem, e que é competência deles.
Para fazer bem
tudo o que tem de fazer, e apenas o que lhe compete fazer, como afirma a Instrução
Geral do Missal Romano, nº 91, o acólito tem de receber formação adequada e nunca
deixar de estudar e de se atualizar, numa atitude de melhoria contínua, pois só
assim poderá sempre servir a Deus o melhor que lhe é possível.
Seguindo a
atitude de Maria, o acólito não pode deixar de escutar atentamente Jesus presente
na Sua palavra, e, ajoelhado junto ao altar, adorá-Lo! E não só durante a
celebração da Eucaristia, mas ir, muitas vezes, “sentar-se junto d’Ele”, presente
no sacrário. Isto é, fazer companhia a “Jesus Escondido” - nas palavras de São
Francisco Marto, padroeiro dos acólitos portugueses -, e ter uma conversa de
coração para Coração.
Com Jesus
presente na sua casa, diz-nos o Evangelista, Marta andava “atarefada” com
muitas coisas, sem se dar conta que isso não era o mais importante. Era
importante, sim, mas não era o mais importante.
Já Maria permanecia
sentada aos pés de Jesus - e que era, sem dúvida, o mais importante -, pelo que
ela tinha escolhido “a melhor parte, que não lhe será tirada”.
E é nesta
complementaridade de “Marta” e de “Maria” que o acólito deve afinar a sua
missão, sem esquecer qual é, sempre, a “melhor parte”!
“Ser acólito é
servir / escutar o coração / É ser Marta e Maria / com toda a alegria / e
praticar o perdão.” (do hino do Grupo de Acólitos de Constantim – Vila Real).
Fiquem com
Deus.
José Pinto
(Texto
publicado no jornal “A Voz de Trás-os-Montes” em 23/02/2025)
