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Viver assentes na rocha da fé

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“O justo, ou seja, aquele que, no batismo, se revestiu do homem novo, criado na justiça, vive, enquanto justo, da fé , da luz que lhe confere o sacramento da iluminação. Quanto mais vive da fé , mais vive uma verdadeira vida sobrenatural, mais realiza em si a perfeição da sua adoção divina. Reparai bem na expressão « ex fide »: o que quer ela dizer exatamente?  Quer dizer que a fé deve estar na raiz de todos os nossos atos, de toda a nossa vida. Há almas que vivem « com fé », « cum fide »; têm fé e não se pode negar que a pratiquem, mas só se recordam eficazmente da sua fé em determinadas ocasiões. [...] Quando, porém, a fé é viva, forte e ardente, quando vivemos de fé, ou seja, quando nos orientamos em tudo pelos princípios da fé , quando a fé se encontra na raiz de todas as nossas ações e é o princípio interior de toda a nossa atividade, nessa altura, tornamo-nos fortes e estáveis, a despeito de todas as dificuldades, contrariedades e tentações que possamos sentir....

«Não ardia cá dentro o nosso coração…?»

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  “Qual é a razão íntima da fecundidade da Palavra de Deus ? É o facto de Cristo estar vivo: Ele é o Deus que salva e vivifica. [...] Ora, com as devidas proporções, o que se pode dizer da Pessoa de Jesus também se pode dizer da sua Palavra ; e o que era verdadeiro ontem é ainda mais verdadeiro hoje. Cristo vive na alma do justo; sob a orientação infalível deste Mestre interior, a alma [...] penetra na claridade divina. Cristo dá-lhe o seu Espírito , primeiro autor dos livros sagrados, para que ela perscrute as próprias profundezas do infinito (cf 1Cor 2,10), contemple as maravilhas que Deus fez pelos homens, observe, pela fé, as proporções divinas do mistério de Jesus, e se deixe iluminar, tocar, atrair, fascinar, elevar, transportar e transformar por este espetáculo admirável, cujo esplendor a ilumina. Por seu turno, ela experimenta aquilo que sentiram os discípulos de Emaús quando o próprio Jesus Se dignou explicar-lhes os livros sagrados: « Não ardia cá dentro o nos...

Permanecer unido a Jesus em todas as coisas

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“A perfeição consiste em agradar ao nosso Pai dos Céus , para que Ele seja glorificado, para que o seu Reino se estabeleça em nós, para que toda a sua vontade se realize, e fazê-lo de maneira estável e total. [...] O resultado desta atitude é produzirmos sem cessar os frutos de boas obras de que fala São Paulo (Col 4,10). Pois o próprio Cristo declara que tal perfeição é para glória de Deus: « A glória de meu Pai é que deis muito fruto ». Mas de onde havemos de retirar a seiva que fecundará todas as nossas ações e nos fará devolver ao Pai esta colheita rica em boas obras pela qual O glorificaremos? Tal seiva fecunda, que é a graça, vem-nos por Jesus . Só permanecendo unidos a Ele poderemos ser divinamente fecundos: « Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto ». Sem Ele, nada podemos fazer que seja digno de seu Pai ; mas, com Ele e nele, daremos muito fruto: Ele é a videira e nós os ramos.  E perguntar-me-eis: como permanecemos em Jesus? Em primeiro lug...

Abraão, nosso pai na Fé!

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À cabeça do seu clã, Abraão parte para a Terra Prometida, conforme Deus lhe tinha ordenado. Abraão é venerado como o pai da nação hebraica. O primeiro livro da Bíblia , o « Génesis », descreve como ele se fixou na Palestina , a pátria bíblica dos Judeus . À parte de ser uma importante figura judaica, ocupa também um lugar relevante na doutrina cristã que o descreve como um homem de fé indiscutível. De Ur, na Caldeia, a Hebron, na Palestina Abraão viveu originariamente na terra dos Caldeus , na cidade de Ur , situada na confluência dos rios Tigre e Eufrates , no que é hoje em dia o Iraque . Era então conhecido por Abraão (que significa « Pai excelso »). Partiu de Ur aos setenta e cinco anos, com a sua mulher Sarai e o sobrinho Loth , e viajaram durante muitos meses pelos atuais Iraque, Turquia e Síria até chegarem a Hebron (atualmente o Sul de Israel ). O povo de Abraão era tradicionalmente nómada, viajando com os seus rebanhos de pastagem em pastagem. Contudo,...

Arianismo, heresia contra a distinção de Pessoas na Santíssima Trindade

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O arianismo A formulação do dogma trinitário foi a grande empresa teológica do século IV, e a ortodoxia católica teve o Arianismo como adversário. O Arianismo entroncava em certas doutrinas antigas que acentuavam de modo exagerado e unilateral a unidade de Deus, a ponto de  - destruírem a distinção de Pessoas na Santíssima Trindade - « Sabelianismo » -  ou de «subordinarem» o Filho ao Pai, fazendo-O inferior a Este - « Subordinacionismo ». Os ensinamentos do presbítero alexandrino Ario (256-336) eram inspirados por um Subordinacionismo radical , o qual não só fazia o Filho inferior ao Pai, como negava inclusivamente a sua natureza divina. A unidade absoluta de Deus proclamada por Ario leva a considerar o Verbo apenas como a mais nobre das criaturas, não Filho natural, mas filho adoptivo de Deus, ao qual de modo impróprio era lícito chamar também Deus. A doutrina ariana revelava uma clara influência da filosofia helenística, com a sua noção de Deus supremo - o...

Santificar cada instante

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“A perfeição encontra-se na santificação da nossa alma e de todas as almas.  Ela não se opera ao longo dos anos, mas a cada instante. Cada momento que temos diante de nós passa e não volta mais.  Se for bem vivido, poderá contar para a eternidade. [...] Esquecemo-nos frequentemente de que temos cada instante nas nossas mãos. Preocupamo-nos com o que pode vir a acontecer, com o que esta ou aquela pessoa vão pensar, com o que vamos sofrer. [...]  Que pena! O pensamento mais enriquecedor é sabermos que a única coisa que nos  pertence é o momento presente. Viveremos o momento presente em plenitude se fizermos a vontade de Deus . Para que todos estes instantes sejam vividos em plenitude, a Imaculada terá de os viver connosco.  A ela nos entregamos, para podermos aproveitar todos estes momentos e para ser ela a pensar e a agir através de nós. O valor do momento presente não depende do que fazemos nem da maneira como agimos, mas do facto de trabalharmos po...

O dogma da Santíssima Trindade

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No Domingo a seguir ao  Pentecostes , a Igreja Católica celebra a solenidade da  Santíssima Trindade . Vejamos o que o  Catecismo da Igreja Católica  nos diz sobre o  Dogma da Santíssima Trindade . O Dogma da Santíssima Trindade 253  A Trindade é una . Nós não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: « a Trindade consubstancial ». As pessoas divinas não dividem entre Si a divindade única; cada uma delas é Deus por inteiro: « O Pai é aquilo mesmo que o Filho, o Filho aquilo mesmo que o Pai, o Pai e o Filho aquilo mesmo que o Espírito Santo, ou seja, um único Deus por natureza ». « Cada uma das três pessoas é esta realidade, quer dizer, a substância, a essência ou a natureza divina ». 254  As pessoas divinas são realmente distintas entre Si . « Deus é um só, mas não solitário ». « Pai », « Filho », « Espírito Santo » não são meros nomes que designam modalidades do ser divino, porque são realmente distintos entre Si. « Aquele que é o Filh...

«Envias o teu Espírito [...] e renovas a face da Terra» (Sl 103,30)

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«Envias o teu Espírito [...] e renovas a face da Terra» (Sl 103,30) Segundo o desígnio de Deus , no princípio, o Espírito de Deus encheu o universo, « alargando o seu vigor de um extremo ao outro do mundo e governando todas as coisas com doçura » (Sab 8,1). Mas no que toca à sua obra de santificação, foi a partir do dia de Pentecostes que « o Espírito do Senhor encheu o universo » (Sab 1,7). Foi hoje que este Espírito de doçura foi enviado pelo Pai e pelo Filho , para santificar toda a criatura segundo um plano novo, uma maneira nova, numa nova manifestação do seu poder e da sua força.   Outrora, « o Espírito não tinha sido dado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado » (Jo 7,39). […] Hoje, vindo da sua morada celeste, o Espírito é dado às almas dos mortais com toda a sua riqueza e fecundidade, e este orvalho divino estende-se sobre toda a Terra, na diversidade dos seus dons espirituais. E é justo que a plenitude das suas riquezas tenha descido sobre nós do alt...

Dons e frutos do Espírito Santo

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Dons e frutos do Espírito Santo Pelo Espírito Santo é-nos concedida a Vida que brota do Pai através de Cristo. A nossa condição humana fica alterada por esta nova condição, da qual já não podemos prescindir. Pela graça ficamos dotados de virtudes   e dons do Espírito Santo que nos levam a agir como verdadeiros filhos de Deus e verdadeiros irmãos dos outros seres humanos. Sete dons, sete qualidades do amor Assim como a graça é uma participação na natureza divina, assim também o amor que dela procede é uma participação no amor divino que o Espírito derrama nos corações humanos. Os sete dons podemos considerá-los sete qualidades do amor. Este amor é saboroso, penetrado de sabedoria , a qual infunde em nós o gosto das coisas divinas. É intuitivo, de olhar poderoso: dá-nos esse entendimento que nos faz penetrar profundamente nos mistérios e desígnios de Deus. É um amor cheio de ciência que nos leva a não confundir o bem com o mal, a dar o primeiro lugar a Deus na no...

Sem o Espírito Santo...

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«Sem o  Espírito Santo ,  Deus  está longe; Cristo  permanece no passado; o  Evangelho  é letra morta; A  Igreja , uma simples organização; a autoridade, despotismo; a missão, propaganda; о culto, uma evocação; e a vida cristã, uma moral de escravos. Mas, no  Espírito Santo e em permanente comunhão com Ele, o cosmo fica elevado e geme na gestação do  Reino ; o homem luta contra a "carne"; Cristo ressuscitado está presente; o Evangelho é poder e vida; a Igreja é ícone da Comunhão trinitária; a autoridade, um serviço libertador; a missão, um novo  Pentecostes ; a liturgia, memorial e antecipação; e toda a vida cristã fica deificada». Ignace Hazin, « Irénikon » 42 (1968), 351-352. (editado) |  Imagem Sugestões: Diversas formas de oração Mostremos uma alma corajosa! «Tu amas-Me?» (Evangelho segundo São João 21,15-19)

Pentecostes - A descida do Espírito Santo

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Pentecostes A grande efusão do Espírito Santo dá-se no Pentecostes . Nesse dia começam os « atos dos apóstolos » - afirma o Concílio Vaticano II : a difusão do Evangelho entre os povos tem o seu início.  O ministério apostólico e o Espírito Santo ficam associados em toda a parte e para sempre. A Igreja permanece em estado de missão . No dia de Pentecostes começa « a história da santidade cristã » – continua João Paulo II . No dia de Pentecostes inaugura-se «a civilização do amor» - arremata Paulo VI .  A Igreja serve a humanidade, implantando o Reino de Deus , espaço de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz, como é timbre de verdadeiros irmãos, filhos do mesmo Pai celeste. (1) Palavra de Deus – “A descida do Espírito Santo” "Quando chegou o dia de Pentecostes , os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa on...

Deus É um Deus de vivos

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Deus É um Deus de vivos É uma verdade fundamental, que a Escritura e a Tradição não cessam de ensinar e de celebrar: « O mundo foi criado para glória de Deus » ( Vaticano I ). Deus criou todas as coisas, explica São Boaventura , « não para aumentar a sua glória, mas para a manifestar e a comunicar ». Para criar, Deus não tem outra razão senão o seu amor e a sua bondade: « As criaturas saíram da mão [de Deus], aberta pela chave do amor » ( São Tomás de Aquino ). [...] A glória de Deus está em que se realize esta manifestação e esta comunicação da sua bondade, em ordem às quais o mundo foi criado: fazer de nós « filhos adotivos por Jesus Cristo. Assim aprouve à sua vontade, para que fosse enaltecida a glória da sua graça » (Ef 1,5-6). « Porque a glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus; se a revelação de Deus pela criação já proporcionou a vida a todos os seres que vivem na Terra, quanto mais a manifestação do Pai pelo Verbo proporciona a vida aos qu...

Em Cristo Deus fez-nos passar da sua imagem à sua semelhança (cf Gn 1,27)

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Em Cristo Deus fez-nos passar da sua imagem à sua semelhança (cf Gn 1,27) “Porque te desprezas tanto, homem, sendo tão precioso para Deus ? Porque te desonras a esse ponto, quando Deus te honra com o nascimento de Cristo na nossa carne ? Porque procuras como foste feito, e não averiguas com que objetivo estás feito? Esta morada do mundo que vês não foi, toda ela, feita para ti? É para ti que a luz se espalha e dissipa as trevas, foi para ti que a noite foi regulada, para ti que o dia foi medido;  é para ti que o céu irradia esplendores distintos do sol, da lua e das estrelas;  para ti que a Terra está matizada de flores, de árvores e de frutos;  foi para ti que esta multidão surpreendente de animais foi criada, no ar, nos campos, na bela água, para que uma triste solidão não estragasse a alegria do mundo novo. [...] Além disso, o Criador procura o que pode acrescentar à tua dignidade; Ele deposita em ti a sua imagem (Gn 1, 27), a fim de que esta imagem visível to...