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«Não ardia cá dentro o nosso coração…?»

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  “Qual é a razão íntima da fecundidade da Palavra de Deus ? É o facto de Cristo estar vivo: Ele é o Deus que salva e vivifica. [...] Ora, com as devidas proporções, o que se pode dizer da Pessoa de Jesus também se pode dizer da sua Palavra ; e o que era verdadeiro ontem é ainda mais verdadeiro hoje. Cristo vive na alma do justo; sob a orientação infalível deste Mestre interior, a alma [...] penetra na claridade divina. Cristo dá-lhe o seu Espírito , primeiro autor dos livros sagrados, para que ela perscrute as próprias profundezas do infinito (cf 1Cor 2,10), contemple as maravilhas que Deus fez pelos homens, observe, pela fé, as proporções divinas do mistério de Jesus, e se deixe iluminar, tocar, atrair, fascinar, elevar, transportar e transformar por este espetáculo admirável, cujo esplendor a ilumina. Por seu turno, ela experimenta aquilo que sentiram os discípulos de Emaús quando o próprio Jesus Se dignou explicar-lhes os livros sagrados: « Não ardia cá dentro o nos...

Permanecer unido a Jesus em todas as coisas

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“A perfeição consiste em agradar ao nosso Pai dos Céus , para que Ele seja glorificado, para que o seu Reino se estabeleça em nós, para que toda a sua vontade se realize, e fazê-lo de maneira estável e total. [...] O resultado desta atitude é produzirmos sem cessar os frutos de boas obras de que fala São Paulo (Col 4,10). Pois o próprio Cristo declara que tal perfeição é para glória de Deus: « A glória de meu Pai é que deis muito fruto ». Mas de onde havemos de retirar a seiva que fecundará todas as nossas ações e nos fará devolver ao Pai esta colheita rica em boas obras pela qual O glorificaremos? Tal seiva fecunda, que é a graça, vem-nos por Jesus . Só permanecendo unidos a Ele poderemos ser divinamente fecundos: « Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto ». Sem Ele, nada podemos fazer que seja digno de seu Pai ; mas, com Ele e nele, daremos muito fruto: Ele é a videira e nós os ramos.  E perguntar-me-eis: como permanecemos em Jesus? Em primeiro lug...

Evangelista São Marcos, companheiro de Pedro

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Pedro dita as suas memórias a Marcos base do segundo evangelho; escultura italiana de marfim, século XI Marcos (Grego: Markos; Latim: Marcus) - «martelo grande» O autor cristão do século II, Papias , foi o primeiro a registar a tradição de um dos quatro evangelhos ter sido escrito por Marcos . Quis significar evidentemente o « João por sobrenome Marcos » (Act 12, 12), para casa da mãe do qual Pedro se dirigiu, depois de ser milagrosamente libertado da prisão. Noutras passagens do livro dos Actos e nas epístolas do Novo Testamento , este indivíduo é mencionado como João chamado Marcos, João, ou Marcos.  Tal duplicidade de nomes era vulgarmente adoptada pelos judeus helenizados da época sendo João (Joanan) um nome hebraico, e Marcos (Marcus), latino. Marcos acompanhou o seu primo Barnabé e Paulo , quando eles partiram na sua primeira viagem missionária .  Os dois tinham-no recrutado em Jerusalém e levado com eles a Antioquia , antes de navegarem para Chipre, do por...

A Paixão segundo São João

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Muito tempo após os acontecimentos, à luz do Espírito e da vida da Igreja e, sobretudo, à luz da celebração dos sacramentos, João medita a Paixão. Na sua narração, muito semelhante à dos sinópticos, ele escolhe os episódios mais carregados de sentido. Apresenta esta paixão como a marcha triunfal de Jesus para o Pai. Jesus sabe que vai morrer; sabe de que morte, e vai livremente: « A Minha vida, ninguém Ma tira, mas Sou Eu que a dou » (Cf. 10,18). Todos os pormenores da paixão cumprem não só as Escrituras, mas também os anúncios que Jesus dela faz. João sublinha a majestade do Filho de Deus que sofre. Quando o prendem, Jesus não evoca, como em Mateus , as legiões de anjos que poderiam libertá-Lo; basta-Lhe declarar: Sou Eu ou Eu Sou para que os seus inimigos caiam para trás. É como Rei que Jesus é crucificado. Pilatos reconhece-o fazendo-o sentar no seu tribunal (19,13), e a inscrição da cruz proclama isso mesmo em diversas línguas (19,19-20). João não separa morte e exa...

O Evangelista São Lucas – Médico de Antioquia da Síria

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  Lucas (grego: Loukas) – “luz” Identificado por tradição como autor do terceiro evangelho e do livro dos Actos dos Apóstolos , Lucas é mencionado três vezes nas epístolas de Paulo . Enquanto esteve sob prisão domiciliária em Roma, entre 61 e 63 d. C., Paulo nomeou Lucas como « colaborador » (Flm 24) e designou-o como « o caríssimo médico » (CI 4, 14). « Só Lucas está comigo » (2 Tm 4, 11), escreveu o apóstolo na segunda daquelas que são consideradas as suas três epístolas pastorais. Com base nestas referências e em certos factos dos dois livros do Novo Testamento que lhe são atribuídos, é possível ficar-se com um retrato complexo deste primitivo chefe da igreja cristã. Parece ter sido um pagão que se converteu ao cristianismo , o qual, segundo uma fonte primitiva, era oriundo de Antioquia, na Síria. Como médico, era membro de uma profissão altamente especializada, que às vezes, mas não sempre, estava associada ao deus grego da medicina, Esculápio . É óbvio que era ...

Evangelista São Mateus – o cobrador de impostos

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Mateus pára de contar o dinheiro dos impostos para escutar o apelo de Jesus (Grego: Maththaios; Hebraico ou Aramaico: Mattai ou Mattiyah) - «dádiva de Deus» Todas as quatro listas dos 12 apóstolos do  Novo Testamento  (Mateus, 10,2-4, Marcos 3, 16-19, Lucas 6, 14-16, Actos 1, 13) incluem o nome de Mateus. A sua vocação é descrita no Evangelho de Mateus: « Jesus ... viu um homem chamado Mateus sentado ao telónio e disse-lhe: "Segue-me!" E ele levantou-se e seguiu-o » (Mt 9, 9). Esta mesma história aparece nos  Evangelhos de Marcos e de Lucas , mas o cobrador de impostos tem o nome de « Levi, filho de Alfeu » (Mc 2, 14) ou simplesmente «Levi» (Lc 5, 27). Por conseguinte, a maioria dos estudiosos presume que Mateus e Levi eram a mesma pessoa, e sugerem que  Jesus  possa ter dado outro nome a Levi, tal como dera a  Simão  o novo nome de  Pedro . Se assim foi, Mateus pode ter sido também irmão de Tiago , filho de Alfeu, que foi também um dos...

Os dois mandamentos

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  “Naquele tempo, os fariseus , ouvindo dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus , reuniram-se em grupo,  e um doutor da Lei perguntou a Jesus, para O experimentar: « Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? ». Jesus respondeu: « Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas ».” (Mt 22, 30-40) ***** Os dois mandamentos “Quando perguntaram ao Mestre qual era o maior dos mandamentos, Ele respondeu: « Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com todo o teu espírito. Não há maior mandamento ». Este mandamento diz respeito ao Ser essencial e primeiro, Deus nosso Pai , por quem tudo foi feito, por quem tudo permanece e a quem voltarão todos os que forem salvos. Foi Ele que nos amou primeiro e nos fez nascer; seria um sacri...

«A lei perfeita, a lei da liberdade» (Tg 1,25)

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“A quem te tirar a túnica, diz Cristo , dá-lhe também o manto; a quem ficar com o que te pertence, não lho reclames; e aquilo que quiserdes que os outros vos façam, fazei-o vós a eles (Mt 5,40; Lc 6,30-31). Deste modo, não nos entristeceremos, como pessoas a quem arrebatam os bens contra a sua vontade, mas, pelo contrário, alegrar-nos-emos, como pessoas que dão de bom grado, uma vez que faremos ao próximo um dom gratuito em vez de cedermos a uma pressão. E diz ainda: se alguém te obrigar a caminhar uma milha, caminha duas com ele; desse modo, não o seguimos como um escravo mas precedemo-lo como homens livres. Em todas as coisas, portanto, Cristo convida-te a tornares-te útil ao teu próximo, não considerando a sua maldade mas acrescentando a tua bondade. Convida-nos assim a tornar-nos semelhantes ao nosso Pai « que faz nascer o sol sobre os maus e sobre os bons e cair a chuva sobre os justos e sobre os injustos » (Mt 5,45).   E isto não é obra de quem vem abolir a Lei ...

Pentecostes - A descida do Espírito Santo

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Pentecostes A grande efusão do Espírito Santo dá-se no Pentecostes . Nesse dia começam os « atos dos apóstolos » - afirma o Concílio Vaticano II : a difusão do Evangelho entre os povos tem o seu início.  O ministério apostólico e o Espírito Santo ficam associados em toda a parte e para sempre. A Igreja permanece em estado de missão . No dia de Pentecostes começa « a história da santidade cristã » – continua João Paulo II . No dia de Pentecostes inaugura-se «a civilização do amor» - arremata Paulo VI .  A Igreja serve a humanidade, implantando o Reino de Deus , espaço de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz, como é timbre de verdadeiros irmãos, filhos do mesmo Pai celeste. (1) Palavra de Deus – “A descida do Espírito Santo” "Quando chegou o dia de Pentecostes , os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa on...