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Abraão, nosso pai na Fé!

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À cabeça do seu clã, Abraão parte para a Terra Prometida, conforme Deus lhe tinha ordenado. Abraão é venerado como o pai da nação hebraica. O primeiro livro da Bíblia , o « Génesis », descreve como ele se fixou na Palestina , a pátria bíblica dos Judeus . À parte de ser uma importante figura judaica, ocupa também um lugar relevante na doutrina cristã que o descreve como um homem de fé indiscutível. De Ur, na Caldeia, a Hebron, na Palestina Abraão viveu originariamente na terra dos Caldeus , na cidade de Ur , situada na confluência dos rios Tigre e Eufrates , no que é hoje em dia o Iraque . Era então conhecido por Abraão (que significa « Pai excelso »). Partiu de Ur aos setenta e cinco anos, com a sua mulher Sarai e o sobrinho Loth , e viajaram durante muitos meses pelos atuais Iraque, Turquia e Síria até chegarem a Hebron (atualmente o Sul de Israel ). O povo de Abraão era tradicionalmente nómada, viajando com os seus rebanhos de pastagem em pastagem. Contudo,

A propósito de Adão: O poligenismo será compatível com a fé?

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Em Gn 2-3, fala-se do homem e da mulher. A partir de Gn 4, 25, Adão (palavra que significa homem) converte-se em nome próprio. Para representar a origem da raça humana, o autor recorreu portanto, ao processo convencional dos epónimos , que personifica a origem dos grupos (clãs, nações, cidades, etc.), dando o seu nome a um antepassado hipotético: Atena, por exemplo, é uma deusa grega que se supõe ter dado o seu nome a Atenas. Do mesmo modo, Gn 10 apresenta-nos uma genealogia de epónimos em que ninguém pensa ver indivíduos históricos. Segundo este processo, falar de « Adão » significa o mesmo que falar do homem. Gn 2-3, tal como Gn 1, representa convencionalmente a origem do género humano sob a forma dum casal. O Novo Testamento não faz mais do que recolher esta apresentação (cf. Mc 9, 6-8; Rom 5, 12-21; I Cor 15, 45-48; 2 Cor 11, 3). Portanto, não se pode procurar ali um «quadro» histórico das origens do homem, nem um ensinamento direto sobre o aspeto biológico da qu

O dilúvio: mito ou lenda

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Na nossa linguagem actual, as palavras mito e lenda são uma autêntica armadilha, uma vez que a sua definição é muito imprecisa: - enquanto que a lenda se apoia em recordações do passado, (transformadas, embelezadas, reagrupadas), - o mito traduz em narrativa uma experiência humana universal. Ao falar aqui de lenda mesopotâmica do dilúvio (utilizada de novo na Bíblia ), sugere-se que múltiplas experiências locais foram resumidas numa narrativa exemplar, elaborada provavelmente no decurso do terceiro milénio. Esta hipótese tem um fundamento arqueológico: em Ur , em Kish e noutros lugares de escavações situados na Baixa Mesopotâmia encontraram-se vestígios duma civilização avançada, sepultada debaixo duma espécie de capa de lodo argiloso. Mas as datas destes restos não são concordes em todos os sítios. Compreende-se facilmente que semelhantes inundações catastróficas, ampliadas pela imaginação popular, tenham podido dar origem à lenda dum dilúvio universal. A partir

Homem, quem és tu? A génese da humanidade

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«Adão e Eva», de Jan Gossaert (1478–1536) A génese da humanidade «No princípio...»: Com estas palavras começa o primeiro livro da Bíblia , o Génesis . A história bíblica começa com Abraão , por volta do século XVII ou XVII antes de Cristo, de quem nos fala o Génesis a partir do capítulo 12. Mas, antes de evocar o desenrolar do projeto de Deus numa história humana carregada de sentido, o livro convida os seus leitores a lançar um rápido olhar para trás, a olhar para o «princípio»: princípio do mundo, princípio da humanidade, princípio da sua aventura na Terra. Os sábios estudam estes problemas com os seus métodos próprios; os seus estudos parecem-nos por vezes curiosidade de especialistas. Contudo, pensando bem, nós sentimos que se trata das questões essenciais da nossa existência. A génese lenta da humanidade através dos milénios da pré-história não desembocará naquelas poucas dezenas de séculos em que o drama humano se faz diretamente percetível, um drama do qual todos s