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«Não ardia cá dentro o nosso coração…?»

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  “Qual é a razão íntima da fecundidade da Palavra de Deus ? É o facto de Cristo estar vivo: Ele é o Deus que salva e vivifica. [...] Ora, com as devidas proporções, o que se pode dizer da Pessoa de Jesus também se pode dizer da sua Palavra ; e o que era verdadeiro ontem é ainda mais verdadeiro hoje. Cristo vive na alma do justo; sob a orientação infalível deste Mestre interior, a alma [...] penetra na claridade divina. Cristo dá-lhe o seu Espírito , primeiro autor dos livros sagrados, para que ela perscrute as próprias profundezas do infinito (cf 1Cor 2,10), contemple as maravilhas que Deus fez pelos homens, observe, pela fé, as proporções divinas do mistério de Jesus, e se deixe iluminar, tocar, atrair, fascinar, elevar, transportar e transformar por este espetáculo admirável, cujo esplendor a ilumina. Por seu turno, ela experimenta aquilo que sentiram os discípulos de Emaús quando o próprio Jesus Se dignou explicar-lhes os livros sagrados: « Não ardia cá dentro o nos...

«Aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo»

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“A perseverança é a virtude que coroa todas as outras. [...] O meio que nos é dado para que possamos receber este dom infinitamente precioso, o dom por excelência, é a fidelidade quotidiana: levaremos a bom termo a grande obra de toda a nossa vida se levarmos a bom termo cada uma das obras que empreendemos por Deus; ora, é esse o objeto da virtude da perseverança . São Tomás inclui esta virtude na virtude da fortaleza , e com toda a razão. Com efeito, o que é a fortaleza ? É uma disposição de firmeza que inclina a alma a suportar valorosamente todos os males, incluindo os piores e mais continuados, antes que abandonar o bem; levada ao grau supremo, a fortaleza permite suportar o martírio . [...] Enquanto esperamos que brilhe diante do nosso olhar purificado o esplendor da luz eterna, repitamos com frequência esta oração da Igreja [...]: « Ó Deus, que no vosso amor restaurais a beleza da inocência, atraí a vós os corações dos vossos servos: que o amor ardente que o vosso...

Arianismo, heresia contra a distinção de Pessoas na Santíssima Trindade

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O arianismo A formulação do dogma trinitário foi a grande empresa teológica do século IV, e a ortodoxia católica teve o Arianismo como adversário. O Arianismo entroncava em certas doutrinas antigas que acentuavam de modo exagerado e unilateral a unidade de Deus, a ponto de  - destruírem a distinção de Pessoas na Santíssima Trindade - « Sabelianismo » -  ou de «subordinarem» o Filho ao Pai, fazendo-O inferior a Este - « Subordinacionismo ». Os ensinamentos do presbítero alexandrino Ario (256-336) eram inspirados por um Subordinacionismo radical , o qual não só fazia o Filho inferior ao Pai, como negava inclusivamente a sua natureza divina. A unidade absoluta de Deus proclamada por Ario leva a considerar o Verbo apenas como a mais nobre das criaturas, não Filho natural, mas filho adoptivo de Deus, ao qual de modo impróprio era lícito chamar também Deus. A doutrina ariana revelava uma clara influência da filosofia helenística, com a sua noção de Deus supremo - o...

O dogma da Santíssima Trindade

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No Domingo a seguir ao  Pentecostes , a Igreja Católica celebra a solenidade da  Santíssima Trindade . Vejamos o que o  Catecismo da Igreja Católica  nos diz sobre o  Dogma da Santíssima Trindade . O Dogma da Santíssima Trindade 253  A Trindade é una . Nós não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: « a Trindade consubstancial ». As pessoas divinas não dividem entre Si a divindade única; cada uma delas é Deus por inteiro: « O Pai é aquilo mesmo que o Filho, o Filho aquilo mesmo que o Pai, o Pai e o Filho aquilo mesmo que o Espírito Santo, ou seja, um único Deus por natureza ». « Cada uma das três pessoas é esta realidade, quer dizer, a substância, a essência ou a natureza divina ». 254  As pessoas divinas são realmente distintas entre Si . « Deus é um só, mas não solitário ». « Pai », « Filho », « Espírito Santo » não são meros nomes que designam modalidades do ser divino, porque são realmente distintos entre Si. « Aquele que é o Filh...

«Envias o teu Espírito [...] e renovas a face da Terra» (Sl 103,30)

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«Envias o teu Espírito [...] e renovas a face da Terra» (Sl 103,30) Segundo o desígnio de Deus , no princípio, o Espírito de Deus encheu o universo, « alargando o seu vigor de um extremo ao outro do mundo e governando todas as coisas com doçura » (Sab 8,1). Mas no que toca à sua obra de santificação, foi a partir do dia de Pentecostes que « o Espírito do Senhor encheu o universo » (Sab 1,7). Foi hoje que este Espírito de doçura foi enviado pelo Pai e pelo Filho , para santificar toda a criatura segundo um plano novo, uma maneira nova, numa nova manifestação do seu poder e da sua força.   Outrora, « o Espírito não tinha sido dado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado » (Jo 7,39). […] Hoje, vindo da sua morada celeste, o Espírito é dado às almas dos mortais com toda a sua riqueza e fecundidade, e este orvalho divino estende-se sobre toda a Terra, na diversidade dos seus dons espirituais. E é justo que a plenitude das suas riquezas tenha descido sobre nós do alt...

Dons e frutos do Espírito Santo

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Dons e frutos do Espírito Santo Pelo Espírito Santo é-nos concedida a Vida que brota do Pai através de Cristo. A nossa condição humana fica alterada por esta nova condição, da qual já não podemos prescindir. Pela graça ficamos dotados de virtudes   e dons do Espírito Santo que nos levam a agir como verdadeiros filhos de Deus e verdadeiros irmãos dos outros seres humanos. Sete dons, sete qualidades do amor Assim como a graça é uma participação na natureza divina, assim também o amor que dela procede é uma participação no amor divino que o Espírito derrama nos corações humanos. Os sete dons podemos considerá-los sete qualidades do amor. Este amor é saboroso, penetrado de sabedoria , a qual infunde em nós o gosto das coisas divinas. É intuitivo, de olhar poderoso: dá-nos esse entendimento que nos faz penetrar profundamente nos mistérios e desígnios de Deus. É um amor cheio de ciência que nos leva a não confundir o bem com o mal, a dar o primeiro lugar a Deus na no...

A lógica do Espírito Santo (Solenidade de Pentecostes)

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A Solenidade do Pentecostes coloca-nos diante do dilema mais importante da nossa vida espiritual: entrar na Vida do Espírito e nos seus caminhos vitais; ou não o fazer, e deitar tudo a perder pelos caminhos da morte. Este é o principal combate da nossa vida que começa com a graça de reconhecer que é no Amor que encontramos a fonte de tudo. Francisco diz-nos que “ o Espírito indica o ponto de partida da vida espiritual. Qual é? Jesus fala dele quando diz: «Se me amam, cumprirão os meus mandamentos» (Jo 14, 15). Se me amam, cumprem; esta é a lógica do Espírito. Muitas vezes pensamos ao contrário: se cumprimos, amamos. Estamos habituados a pensar que o amor vem do nosso cumprimento, do nosso talento, da nossa religiosidade. Contudo, o Espírito lembra-nos que, sem ter o amor no centro, tudo o resto é em vão. E que este amor não nasce das nossas capacidades: este amor é um dom ”. Amar o Senhor e escolher os caminhos que nos levam à vida em abundância é fruto da ação do E...

Sem o Espírito Santo...

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«Sem o  Espírito Santo ,  Deus  está longe; Cristo  permanece no passado; o  Evangelho  é letra morta; A  Igreja , uma simples organização; a autoridade, despotismo; a missão, propaganda; о culto, uma evocação; e a vida cristã, uma moral de escravos. Mas, no  Espírito Santo e em permanente comunhão com Ele, o cosmo fica elevado e geme na gestação do  Reino ; o homem luta contra a "carne"; Cristo ressuscitado está presente; o Evangelho é poder e vida; a Igreja é ícone da Comunhão trinitária; a autoridade, um serviço libertador; a missão, um novo  Pentecostes ; a liturgia, memorial e antecipação; e toda a vida cristã fica deificada». Ignace Hazin, « Irénikon » 42 (1968), 351-352. (editado) |  Imagem Sugestões: Diversas formas de oração Mostremos uma alma corajosa! «Tu amas-Me?» (Evangelho segundo São João 21,15-19)

Pentecostes - A descida do Espírito Santo

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Pentecostes A grande efusão do Espírito Santo dá-se no Pentecostes . Nesse dia começam os « atos dos apóstolos » - afirma o Concílio Vaticano II : a difusão do Evangelho entre os povos tem o seu início.  O ministério apostólico e o Espírito Santo ficam associados em toda a parte e para sempre. A Igreja permanece em estado de missão . No dia de Pentecostes começa « a história da santidade cristã » – continua João Paulo II . No dia de Pentecostes inaugura-se «a civilização do amor» - arremata Paulo VI .  A Igreja serve a humanidade, implantando o Reino de Deus , espaço de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz, como é timbre de verdadeiros irmãos, filhos do mesmo Pai celeste. (1) Palavra de Deus – “A descida do Espírito Santo” "Quando chegou o dia de Pentecostes , os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa on...

Sentido do termo «mistério pascal»

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  Sentido do termo «mistério pascal» “Na tradição bíblica , a palavra mistério evoca os desígnios salvíficos de Deus , « escondidos desde a fundação do mundo » (Mt 13, 35). Estes desígnios foram sendo realizados e revelados gradualmente ao longo da história da salvação, até que Jesus Cristo , pela sua vida, morte e ressurreição, lhes deu radical cumprimento, para lhes conferir gloriosa consumação quando vier no fim dos tempos a entregar ao Pai o seu Reino de verdade, justiça, santidade e paz. A expressão, hoje corrente na terminologia cristã, de mistério pascal, para designar a obra salvífica de Cristo e da sua Igreja, começa por evocar a Páscoa dos Hebreus , memorial da intervenção misericordiosa de Javé, que libertou o seu povo da escravidão do Egipto . Pela mão do seu enviado, Moisés , o Senhor fez o povo atravessar as águas do Mar Vermelho, purificou-o das contaminações idolátricas ao longo dos quarenta anos de deserto, em que se alimentou do maná , com ele estabeleceu...

O Dom do Espírito | És cristão… porquê?

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Depois de Jesus ter voltado para o Pai, os discípulos ficaram numa situação difícil. Sentiam-se incapazes de enfrentar a missão que Jesus lhes confiara: « Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a todos os homens » (Mc 16,15). Eram um grupo de pessoas simples, receosos de perseguição das autoridades judaicas, sem saber bem que fazer. Mas Jesus não abandona os seus amigos. Conforme à sua promessa, ele envia O Espírito Santo . Recebem-no no dia de Pentecostes . Agora, está neles o amor e a força de Deus . Desde então, o dom do Espírito Santo é concedido a todos os que creem e recebem o batismo. No dia de Pentecostes , nasce a Igreja : os discípulos de Jesus são transformados pelo Espírito . A sua fraqueza humana é superada, vão levar a Boa Nova ao fim do mundo, serão fiéis ao Mestre até ao testemunho do martírio. Pela palavra de Jesus, sabemos que o Espírito Santo é Deus, o Espírito de Deus comunicado a nós . Isto significa que Deus está presente em nós: não só...

«... e as revelaste aos pequeninos»

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Evangelho segundo São Mateus (Mt. 11, 25-27) “Naquele tempo, Jesus exclamou: « Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar .»” ***** «... e as revelaste aos pequeninos» “Alma fiel, quando à tua fé se apresentarem mistérios demasiado profundos e a tua natureza estremecer, diz sem medo, não com espírito de contradição, mas com desejo de ser ilustrada: como pode ser isto? (cf Lc 1,34) Converta-se a tua pergunta em oração, em amor, em piedade, em desejo humilde; não seja perscrutar o que tem de mais alto a majestade de Deus, mas procurar a salvação nos meios salutares que Deus nos oferece. […] Ninguém conhece o que há em Deus, a não ser o Espírito de Deus (cf 1Cor 2,11). Corre, ...