"Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor.”
"Naquele
tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de
todos os mandamentos?».
Jesus
respondeu: «O primeiro é este:
"Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu
coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas
forças".
O segundo é este: "Amarás o teu próximo
como a ti mesmo". Não há nenhum mandamento maior que estes».
Disse-Lhe
o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão
quando dizes: Deus é único e não há outro além dele.
Amá-lo com todo o coração, com toda a
inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais
do que todos os holocaustos e sacrifícios».
Ao ver que
o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a
interrogá-lo."
Evangelho segundo São Marcos 12,28b-34. Tradução litúrgica da Bíblia
Pedir o amor ao Pai
«Se
pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará» (Jo 16,23). O Pai é
Deus; nós somos seus filhos e dizemos-Lhe todos os dias: «Pai nosso, que estais
nos Céus…». Por isso, nós, os filhos, devemos pedir alguma coisa ao Pai, a
saber: o amor. De facto, tudo o que existe é nada sem o amor de Deus.
Amar a
Deus é, pois, o que devemos pedir. Amemos a Deus como o filhote da cegonha ama
o seu pai; de facto, diz-se que a cria da cegonha ama tanto o pai que, quando
este envelhece, o consola e o alimenta. Também nós devemos consolar o nosso Pai
neste mundo que envelhece: reconfortá-lo nos seus membros fracos e doentes;
alimentá-lo nos pobres e nos necessitados. «Em verdade vos digo, quantas vezes
o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes», disse Jesus
(cf Mt 25,40). Se pedirmos amor, o Pai, que é amor, dar-nos-á aquilo que Ele
próprio é: Amor.»
Santo António de Lisboa (c. 1195-1231) franciscano, doutor da Igreja | Sermão do Domingo
depois da Páscoa
